
Jesus já tinha alertado que o discípulo devia estar disposto a tudo: “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim...”
Ainda hoje, diante de certas resistências, muitas pessoas acham que, para garantir grandes números nas suas atividades, a Igreja deveria facilitar as coisas, e suavizar a radicalidade do evangelho e dos valores de Cristo.
E Cristo será que prefere quantidade ou qualidade?
Paulo exorta a viver a plenitude do Batismo, morrendo para o pecado e vivendo para Deus em Cristo. (Rm 6,3-4.8-11)
Discípulo é todo aquele que, pelo Batismo, se identifica com Jesus, fez de Jesus a sua referência e o segue. A Missão do discípulo é tornar presente na história e no tempo o projeto de salvação que Deus tem para os homens.
É isso que nosso precussores, Pedro e Paulo, assumiram na comunidade cristã, mostrando um zelo apostólico, coragem, fé e entusiasmo.
Estes santos são considerados “os cabeças dos apóstolos” por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.
Pedro, em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo.
Paulo, converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.